Ciclo das sementes para regular os hormônios de forma natural

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Você já ouviu falar no ciclo das sementes? Trata-se de um protocolo completamente natural, que age como um modulador dos hormônios femininos ao longo do ciclo menstrual.

 

O que é o ciclo das sementes?

o que é o ciclo das sementes
Revista Saúde

 

Em primeiro lugar, vale lembrar que esse é um protocolo holístico que visa regular os hormônios femininos a partir de uma combinação de alimentos.

Esses dois hormônios – chamados de estrógeno e progesterona – possuem grande impacto no organismo. Por isso, quando estão desregulados os sintomas começam a se manifestar. A nutricionista Priscila Riciardi é uma das entusiastas que ajudou a popularizar a técnica no Brasil.

Ela explica que o desequilíbrio hormonal causa TPM, aumento rápido de peso (em especial nas coxas e no quadril, ansiedade, irregularidades no ciclo menstrual e também ovário policístico. Se você está sofrendo com algum desses sintomas, saiba que o ciclo das sementes pode ajudar.

 

 

Como funciona o ciclo das sementes?

 

Esse protocolo consiste de um rodízio de 4 sementes diferentes ao longo do mês, sendo elas: abóbora, linhaça, gergelim e girassol. Assim, durante o ciclo, são feitas combinações pensadas em cada fase.

O ideal é repetir o ciclo pelo menos durante 3 meses para obter o máximo de benefícios. Como se trata de um protocolo holístico, pode levar um tempinho até que o organismo comece a mostrar os efeitos. Apesar disso, muitas adeptas relatam melhora nos sintomas logo no primeiro mês.

 

como fazer o ciclo das sementes
Pri Riciardi

 

1- Fase folicular

 

Essa é a primeira fase do ciclo hormonal feminino e começa logo no primeiro dia da menstruação. Se o seu ciclo tem 28 dias, a fase folicular dura até o dia 14.

Como nesse período o estrógeno é hormônio predominante, é ideal manter o controle para que não haja excesso nem falta, já que ambos os casos criam sintomas indesejados.

 

Na primeira fase você vai consumir todos os dias:

  • 1 colher (sopa) de semente de abóbora sem casca
  • 1 colher (sopa) de semente de linhaça

O ideal é que a linhaça seja triturada ou adicionada nas preparações que passam pelo mixer/ liquidificador. Já a semente de abóbora pode ser consumida normalmente, vale adicionar em saladas ou comer como um lanchinho.

Atenção: quem está em idade fértil e possui níveis baixos de estrógeno deve reduzir ou até eliminar a semente de linhaça.

 

 

 

2- Fase lútea

 

Logo na sequência começa a fase lútea, que é quando que começa após a ovulação, por volta do dia 15 de um ciclo de 28 dias. Aqui o objetivo do ciclo das sementes é manter os níveis de progesterona bem como estimular a produção natural.

De acordo com Priscila Riciardi, a progesterona é fundamental na regulação da memória, ansiedade, tireóide e humor. Além disso, também atua como controle do exceso de estrógeno e age como relaxante muscular, de modo que manter seus níveis sob controle reduz as cólicas menstruais.

 

Na segunda fase você vai consumir todos os dias:

  • 1 colher (sopa) de semente de gergelim
  • 1 colher (sopa) de semente de girassol sem casca

 

 

Benefícios das sementes para equilibrar os hormônios femininos

benefícios das sementes para regular hormônios femininos
Reprodução

 

Semente de linhaça

 

A primeira é rica em lignana, um fito hormônio capaz de se ligar nos receptores de estrógeno. Por isso ela regula produção do hormónio e ainda impede o excesso de estímulo dos receptores de estrógeno no corpo.

 

Semente de girassol

Na sequência, um ingrediente que possui alto teor de selênio e ácido linoléico. Essa combinação ajuda a manter os níveis adequados de progesterona logo após a ovulação

 

semente de gergelim faz bem pra que
Reprodução

 

Semente de abóbora

 

Rica em zinco, a semente de abóbora ajuda na formação dos hormônios. Além disso, ela ainda previne a conversão do estradiol em estrona que é, de fato, uma forma indesejada de estrógeno.

Semente de gergelim

 

Por fim, o gergelim além de ser rico em cálcio ainda ajuda a amenizar as dores e incômodos da menstruação. Ele também atua na modulação de estógeno e entra no protocolo para preparar o nosso organismo para um novo ciclo menstrual.

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