História do Moleskine: o mais famoso caderno de anotações

Pensadores e artistas, como Pablo Picasso, Ernest Hemingway e Vincent van Gogh já utilizavam o caderno

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Pode parecer curioso que cadernos de anotações sigam conquistando fãs, num momento em que cada vez mais consumidores se voltam para o digital e adotam o celular para guardar e organizar as informações do dia a dia. Mas, se é um dos fãs de Moleskines, saiba também que esses cadernos que têm na simplicidade o seu maior trunfo, têm uma trajetória secular. Agora, conheça a história do Moleskine e saiba como surgiu o mais famoso caderno de anotações.

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O que é Moleskine?

Moleskine é o mais tradicional caderninho de bolso de que se tem notícia, com cores, estilos e tamanhos variados que trabalham a favor da inspiração. O modelo possui cantos arredondados e papel de cor marfim, eles são encadernados em papelão com uma espinha costurada que permite que o caderno fique plano. Uma fita elástica é usada para selar, e um marcador de fita é incluído junto com um bolso expansível dentro da tampa traseira. Pronto, essa é a combinação do sucesso.

Além de possuírem um formato prático que permite ser guardado em bolsas, mochilas ou até mesmo carregado com você por todos os lugares, os moleskines servem para anotações, rascunhos, rabiscar idéias, desenhar, ou pintar. Enfim, o que a sua mão criativa quiser fazer.

História do Moleskine

A história do Moleskine

A história do Moleskine remonta aos cadernos usados nos séculos XIX e XX (década de 1900), onde cadernos pretos feitos à mão eram comumente vendidos em Paris. Van Gogh e Ernest Hemingway, por exemplo, usavam as folhas bem cortadas e estruturadas para esboçar suas pinturas e seus escritos. O modelo ainda era usado por figuras como Oscar Wilde, Pablo Picasso e Henri Matisse.

Esse caderno também era o favorito do romancista inglês Bruce Chatwin, quem de fato batizou o modelo de “moleskine” por causa da semelhança visual que tinha com a textura da pele de um animal. mole = toupeira e skin = pele). Originalmente Moleskin e depois Moleskine.

Por volta de 1980, esses cadernos estavam cada vez mais raros. “Gostaria de pedir cem”, diz Chatwin ao vendedor. “Cem me durarão a vida inteira.” O livreiro diz a Chatwin que o fabricante morreu e seus herdeiros venderam o negócio. “Ela tirou os óculos e, quase com um ar de luto, disse: ‘ Le vrai moleskine n’est plus ‘”.

A paixão do escritor foi registrado no livro The Songlines. No livro, ele lamenta o desaparecimento de um caderno de capa dura, encadernado em tecido a óleo, chamado moleskine.

“As páginas eram quadradas e os papéis finais mantidos em lugares com um elástico”, ele escreve. “Escrevi meu nome e endereço na primeira página, oferecendo uma recompensa ao buscador. Perder um passaporte era a menor das preocupações; perder um caderno era uma catástrofe.”

 

Como nasceu a marca – História do Moleskine

Embora os caderninhos pareçam ter saídos de uma papelaria do início do século passado, foi no final do século xx, mais precisamente em 1996 que a marca foi registrada. Tudo começou em uma noite em 1995, quando a italiana  Maria Sebregondi estava lendo a então obra de Bruce Chatwin (1940-1989), onde o escritor citará seus queridos caderninhos feitos em uma manufatureira francesa.

A pesquisa subsequente de Sebregondi levou-a ao museu Picasso em Paris, onde encontrou os pequenos cadernos pretos do artista. Os diários de Ernest Hemingway também se mostraram notavelmente semelhantes.

O nome Moleskine parecia um ajuste perfeito. Suas origens em francês, primeiramente como o nome de um material de algodão resistente com uma superfície escovada (como a pele de uma toupeira) e depois para as capas de couro ou oleado dos cadernos de Chatwin, tinham todos os elementos de herança, utilidade e “a poesia das ruas ”que Sebregondi estava procurando.

 

História do Moleskine

 

Sebregondi levou sua ideia para a Modo & Modo, uma pequena empresa de papelaria milanesa dos sócios italianos Mario Baruzzi e Francesco Franceschie. Os primeiros Moleskines chegaram a ser feitos à mão em Milão, em 1997, e a empresa vendeu 5.000 deles para distribuidores italianos. No ano seguinte, o número aumentou para 30.000. Em 1999, a empresa se expandiu por toda a Europa e as vendas decolaram. Moleskines agora podem ser encontrados em 61 países diferentes.

Portanto, a marca Moleskine foi registrada oficialmente apenas em 1997, muito depois que a tinta parou de fluir das canetas de seus lançadores inocentes. “Aqui estava uma história rica em cultura”, diz ela, “rica em imaginação e ligada a uma grande tradição histórica. Então, por que não trazê-la de volta à vida?”

 

Onde comprar cadernos tipo moleskine

De cadernos personalizados a cadernos sem pautas, a Taccbook é uma loja que pode fornecer esses artigos de papelaria simples, mas únicos. Inclusive,há várias boas alternativas ao Moleskine convencional.

A Taccbook é uma marca brasileira com uma variedade enorme de produtos, entre as várias cadernetas com tamanhos diversos, destacamos o modelo de 14 x 21 cm, sem pauta e com 80 folhas/160 páginas.

É possível escolher entre capa rígida ou flexível e o miolo, como sem pauta, pautado, quadriculado ou pontado.

História do Moleskine

Então, você é do tipo de pessoa que não consegue ver cadernos e agendinhas que já sai querendo comprar vários, de diferentes cores e tamanhos? Acesse www.taccbook.com.br, que certamente você encontrá um caderno a favor da inspiração.

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