Conheça a história das estampas mais icônicas da moda

Muita criatividade ditam as estampas - e uma boa caneta também

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Todos nós já ouvimos falar de flores, listras e geometria, mas os estilos de tecido não param por aí. Ao longo dos anos, aprendemos muito sobre tecidos, incluindo os nomes de uma grande variedade de estilos e designs. Por isso, compilamos uma lista das estampas mais icônicas da história. Afinal, moda e história caminharam juntas ao longo das décadas.

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Do floral ao xadrez: qual é a história das estampas?

A história da estampa é tão antiga quanto a da própria roupa. Peles de animais, folhas e fibras naturais também eram usadas para vestir na pré-história, mas de acordo com especialistas, foi a civilização fenícia (3.000 a 322 a.C), que viveu nas terras onde hoje está a região de Israel, Líbano e Síria, uma das primeiras a criar métodos de estamparia.

Para isso, utilizavam blocos de madeira com motivos gravados para estampar, como uma espécie carimbo. Também produziam padronagens em seus tecidos com a tecelagem trabalhada em fios de diversas cores.

No entanto, outros especialistas apontam China e Índia como criadoras do método de estamparia, cada qual com sua própria técnica. A seguir, conheça as estampas mais clássicas da moda:

Pied-de-Poule

Pied-de-Poule vem do francês e significa Pé-de-Galinha, isso porque o desenho lembra a pegada de uma galinha. Moderno, mas universal, o modelo é uma impressão básica que nunca perde seu brilho.

Esta estampa apareceu na Escócia, por volta de 1880 e foi usado principalmente por pastores, em tecidos de lã. O estilo foi inicialmente adotado pela classe alta como um símbolo de status para a riqueza ao chegar à cena do estilo. Christian Dior foi um dos primeiros designers a incorporar o Pied-de-Poule em seus projetos para a coleção primavera / verão da Alta Costura de 1948. Em 1959, o designer francês de sapatos Roger Vivier criou saltos pontudos para a Dior com uma versão em escala menor do padrão. Seis anos depois, ele a ampliou para um casaco turquesa e preto.

 

Vichy – História das estampas

Nada mais é do que o nome francês pelo qual é conhecido o guingão, um tecido simples feito de algodão tingido ou fio de algodão. Quando originalmente importado para a Europa no século XVII, o guingão era um tecido listrado. Os franceses chamam de “Vichy” porque acreditam que nasceu na região de Vichy. Consideram que é caracterizado por 3 cores: branco como base, a cor escolhida e depois a cor misturada com o branco. Desde o século XX, está associado à identidade americana e britânica , graças ao tradicional esquema de cores em vermelho e branco ou azul e branco e com literatura e cinema, especialmente durante a Segunda Guerra Mundial.

Nas décadas de 50 e 60, esse tecido é o simbolismo da juventude, onde a influência italiana e francesa influencia cores ousadas e padrões geométricos, que são considerados modernos, elegantes e jovens. Na França , houve a criação e o sucesso do mito Brigitte Bardot , que a consagrou como a verdadeira deusa da gravura de Vichy.

 

Navy – História das estampas

A estampa como moda nasceu nos anos de 1840 com a Rainha Victoria do Reino Unido, que presenteou o filho, Albert Edward, o príncipe de Gales, com um uniforme de marinheiro listrado para que usasse no iate real.


Contudo, o listrado foi eternizado depois que Mademoiselle Coco Chanel, nos anos de 1920, propôs um guarda-roupa remetendo aos trajes dos marinheiros de Deauville, na costa francesa. A inspiração revolucionou época e passou a vestir as mulheres mais elegantes. Mais de cem anos depois, o navy segue como um clássico da moda

Pucci

Inspirado em culturas exóticas e nas paisagens naturais do Mediterrâneo, Emilio Pucci, um fenômeno da moda na década de 1950, trouxe cores alegres e brilhantes aos seus desenhos de uma maneira incomparável. Uma sofisticada fusão de cores, amarelos de limão, rosas de buganvílias, lilás fosco, azul e verde amêndoa tornou-se a marca registrada do design da Pucci.

O efeito foi glorioso, alegre e capturou perfeitamente o novo humor da moda. Imediatamente reconhecíveis, as combinações de cores da Pucci exalam energia e emoção e permitem que os designs das roupas permaneçam relativamente simples. Certamente um marco na moda.

 

Animal print

O animal print talvez seja uma das estampas mais antigas da história da moda, já que remete às antigas civilizações. Para ter ideia, o modelo aparece em “A Mulher Sentada de Çatalhöyük”, uma estatueta de barro que remonta a cerca de 6000 aC, mostra uma figura feminina descansando o braço em um leopardo.

Mas foi a partir do século 18 que o estilo ganhou sentido fashion e de status de nobreza. O seu boom se deu nos anos 30, e ao que tudo indica, teve grande influência do filme Tarzan que foi lançado nessa época. Durante muitos anos essa estampa foi encontrada apenas em peles de animais, mas hoje em dia, há várias opções de alta qualidade disponíveis no mercado. São materiais resistentes, bonitos e que não fazem mal a nenhum animal, fazendo com que a estampa seja ainda hoje muito requisitada.

 

História da estampa Floral Liberty

história da estampa floralA história da estampa flora Liberty começa com Arthur Lasenby Liberty, à frente da loja Liberty, na Inglaterra, em 1875. Com motivos florais miúdos a estampa delicada e versátil, o modelo se popularizou e até hoje é sucesso absoluto no closet das moças que não dispensam os modismos clássicos.

 

Xadrez Burberry – História das estampas

Ícone da Burberry desde 1924 a estampa xadrez (em tons de bege, vermelho, preto e branco) foi patenteada pela marca inglesa e até hoje enche os olhos das fashionistas mundo afora.

 

A padronagem é usada em blusas, bolsas, gravatas e forros de casacos como o clássico trench coat – criado por Thomas Burberry, em 1856, para proteger os soldados da primeira Grande Guerra Mundial do clima frio e chuvoso da Inglaterra. Curiosidade: A Burberry já foi condecorada com uma Royal Warrant (menção honrosa dada a comerciantes e marcas) pela Rainha Elisabeth II. Muito chique!

Paisley

Este é aquele icônico padrão de tecido com a forma de lágrima distorcida com a presença de um mix de cores. Embora muitas pessoas dêem crédito à Pérsia como o autor da estampa, também existem avistamentos de paisley em antigos artefatos do Irã e do Império Romano.

Na década de 70 foi um símbolo do movimento hippie e da contracultura. Antes disso, a estampa era um símbolo de nobreza da aristocracia e, atualmente, traz a leveza de seus traços para tornar os tecidos elegantes e modernos.

 

Chevron – História das estampas

O estilo em zigue-zague francês tem uma tendência mais geométrica e pode surgir em tanto em versões coloridas quanto preto e brancas. Seu significado é “espinha de peixe”.

Encontrada desde 1800 a.C. em porcelanas gregas, e em bandeiras, uniformes e insígnias militares (pois cria o desenho repetido de um V de vitória), a estampa Chevron é geométrica e bastante fácil de combinar e até mesmo de reproduzir.

Como nascem as estampas?

Uma estampa pode nascer num desenho feito a mão, numa imagem criada digitalmente, numa foto. O responsável pela criação é o designer de estampa. Com as ferramentas e o treinamento correto qualquer pessoa, independente de suas habilidades artísticas, pode se tornar um designer profissional de estampas.

Para embarcar neste mundo, temos uma dica preciosa: canetas Copic.

Caneta Copic

Você sem dúvida ouviu o hype sobre as copics, canetas à base de álcool e desenvolvidas por uma marca japonesa. Sem dúvida, a preferida por artistas profissionais para criar o efeito de tinta.

O modelo ganhou fama pela sua versatilidade, e conquistou artistas e ilustradores: design de produtos, design de moda, arquitetura, ilustração, quadrinhos e até artesanato em papel. Os copics podem ser em camadas e misturados, sem riscos e permanentes, o que os torna uma ferramenta maravilhosa para criar arte.

Ao contrário dos marcadores baratos que são descartados quando a tinta acaba, os Copic Markers são projetados para durar anos (ou décadas!) Porque são recarregáveis e você pode substituir as pontas quando ficarem gastas. Outro ponto positivo é a variedade de produtos da marca, que atualmente são distribuídos dezenas de países em todo o mundo. Sem dúvida, Copic é o marcador número 1.

No Brasil, você pode comprar sua caneta Copic em www.dezaina.com.br.

Foto: Cassart/Reprodução.

Às vezes, a melhor inspiração é conferir o trabalho de colegas artistas. Cada um desses artistas difere em experiência, técnica, estilo e inspiração. Para isso, siga @dezaina no instagram e divirta-se.

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