Série Dark: 7 razões para assistir a nova queridinha da Netflix

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Para quem gosta de uma boa história de mistério e procura aqueles momentos em que nossa mente explode ao assistir alguma grande revelação, a série Dark é a pedida perfeita na Netflix. Se comportando quase que como um quebra cabeça, a série alemã mescla ficção científica com suspense ao criar uma trama primorosa, que tem como pilar principal a viagem no tempo.

Aqui apresentaremos 7 dos razões para você assistir a série tão aclamada pela crítica – e com uma pontuação de 8.8 no IMDB (Internet Movie Database).

série dark
Foto: Minha série/ Reprodução

Por que assistir série Dark? História envolvente

Dark narra as histórias de algumas famílias de Windem, uma pequena cidade fictícia na Alemanha. Em meio a melodramas familiares, o espectador é apresentados a uma história sombria marcado por misteriosos desaparecimentos de pessoas da região.

No entanto, tudo parece estar conectado a uma intensa conspiração, já que Windem se encontra aparentemente presa em um ciclo de 33 anos. Assim, os desaparecimentos sempre se repetem pelas gerações.

Foto: Observatório do cinema/ Reprodução

Uma série extremamente dramática e cheia de pontos de virada surpreendentes, Dark é perfeita para quem adora series de teorias de conspiração e profecias.

 

A atmosfera misteriosa vai te prender em frente em frente à tela

Windem e seus habitantes carregam uma aura constante de mistério e segredos, o que garante a série um caráter viciante inexplicável. A curiosidade despertada no espectador para entender tudo que rola por baixo dos panos, é o que torna essa série extremamente “maratonável”.

Essa atmosfera é causada principalmente pela ambientação. Afinal, Windem é a clássica pacata e silenciosa cidade de interior cheia de histórias profundas. A sombria floresta que cerca a cidade abriga uma usina nuclear que aparenta ser cheia de segredos.

Foto: Paradoxo nerd/ Reprodução

Além de tudo isso, a série Dark parece emprestar de outras séries de sucesso, mas nunca perdendo sua originalidade. O ar misterioso e investigativo lembra uma mistura de The Killing (2011) com Twin Peaks (1990).

Perfeita para fãs de Strager Things

Além disso, para quem terminou a aclamada Stranger Things e procura uma substituta, Dark pode preencher o vazio. No entanto, vale ressaltar que embora as duas séries apresentam personagens que desaparecem de forma misteriosa, Dark se parece com uma versão mais adulta e que lida com temas mais intensos do que a famosa Stranger Things.

Personagens complexos e muito interessantes

Dark lida com mais de 20 personagens e de forma primorosa, pois todos tem seus momentos – ou até episódios- brilhantes.

Além disso, apesar de ser do gênero de ficção científica, Dark é uma série muito sensível. Isto é, os conflitos são completamente identificáveis já que os defeitos dos personagens são extremamente humanos.

Foto: Adoro cinema/ Reprodução

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Outro ponto é que Dark opta por criar personagens mais reais e complexos, em que seus defeitos também são traços fortes de personalidade.

Por sua vez, isso torna gostar ou não de um personagem algo muito mais complexo, já que, em alguns momentos da temporada você pode concordar com algumas ações dele, mas em outros podem parecer absurdos. Assim, a série desenha personagens reais e interessantes, de forma que teimosia, arrogância e falsidade são características que muitas vezes movem a trama da forma mais interessante.

Foto: Dark Netflix Fandom/ Reprodução

Desse modo, quem assiste Dark vai ser apresentado diversas vezes ao questionamento: Os fins justificam os meios?

Trilha sonora incrível – Série Dark

A série conta com uma trilha sonora que corrobora perfeitamente para sua atmosfera de mistério, com um clima arrepiante, e que aumenta de forma crescente a tensão do enredo. Isso deve acontecer devido a constante mescla de sons sintéticos com orquestras clássicas.

Nesse sentido, Dark colocou o mistério como primordial ao contratar Ben Frost como um de seus principais artistas musicais. Frost é um compositor experimental que carrega o tom com primor, forjando uma trilha sonora inesquecível.

 

São apenas 3 temporadas

Embora possa não parecer, esse é um dos pontos mais positivos da série. Isto é, enquanto muitos podem pensar que quando se gosta de uma série, quanto mais temporadas existirem melhor, isso não se prova muito positivo. Séries que se estendem demais, podem muitas vezes se perder em seu enredo, e esticando suas tramas para caberem em mais temporadas e renderem mais lucro para os criadores do programa.

Desde de seu lançamento, Dark foi promovida como uma série de 3 temporadas, o que garantiu um roteiro mais bem desenvolvido que em nenhum momento pareceu forçado. Ou seja, a série tem fluxo natural da narrativa em que ela se desenvolve, cresce e ao fim, se concluí, não deixando ganchos para spin offs e nem perguntas grandiosas a serem respondidas.

 

Viagem no tempo

A série Dark apresenta aos espectadores uma forma de viagem no tempo não muito comum na mídia popular, mas sem dúvida muito interessante e intrigante.

Isto é, enquanto no clássico De Volta para o Futuro de 1985, é possível alterar o futuro com uma ação no passado- por exemplo impedir que seus pais se conheçam e assim impedir seu nascimento – na série discutida, o passado, presente e futuro são contínuos e consequentemente, inalteráveis a primeiro olhar.

Ou seja, o conceito apresentado pela série é de que o tempo é algo constante, então não é possível viajar para o passado e impedir que seus pais se conheçam, já que você já existe, e isso impossibilita que algo tenha acontecido diferentemente no passado.

Foto: Magazine/ Reprodução

Uma outra obra que retrata uma forma de viagem temporal similar é Harry Potter III: O prisioneiro de Azkaban. No filme, Harry e Hermione usam o  “viratempo” para voltarem no tempo e tentarem salvar o animal Bicuço de ser executado. No entanto, eles caem em um ciclo constante em que sua presença já era feita anteriormente, uma vez que quando Harry está quase sendo morto perto do lago, uma figura misteriosa aparece o salva, figura essa que na verdade, era o próprio Harry que voltou no tempo.

Foto: Blog Parada Temporal/ Reprodução

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Com esse certo “pessimismo” quanto a viagem no tempo, Dark constrói um conceito repetições constantes, o que corrobora para uma história em que o tempo é algo que aprisiona os personagens nesse ciclo contínuo.

 

Reflexões filosóficas e quebras cabeças

Foto: Dark Netflix Fandom/ Reprodução

Teorizar sobre as possíveis linhas do tempo e suas conexões, ou até sobre as conexões genéticas entre os personagens.  Sem dúvidas, Dark foi pensada com objetivo de propor um quebra cabeça para o espectador, que de forma satisfatória vai resolvendo suas questões com o andamento de uma temporada.

A série Dark ainda nos apresenta e explica constantemente diversos conceitos físicos sobre tempo e espaço, como o paradoxo de Bootstrap. No entanto, além disso, a produção fornece aos espectadores vários questionamentos filosóficos profundos e interessantes. Assim, como já dito, a série proporciona além de um entretenimento garantido, quebras cabeças que nos deixam refletindo mesmo após desligar a televisão.

Um perfeito exemplo disso é que, já que para a série, o tempo é um ciclo repetitivo, não importando suas ações, existe mesmo o livre arbítrio do homem? Isto é, toda escolha feita, é uma escolha já premeditada, somos de fato livres para escolher? Dark propõe uma reflexão profunda quanto a isso quando afirma a frase “O homem é livre para fazer o que quer, mas não é livre para querer o que quer”.

As 3 temporadas desse quebra cabeça em forma de série pode ser assistido na Netflix!

Fontes: Wikipedia, The Wrap e Watchmojo.com