História do biquíni tomara que caia em um guia da moda praia

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A história do biquíni tomara que caia, um clássico da moda praia é, na verdade, a união de várias versões. É praticamente impossível dizer quando ele surgiu e quem foi seu verdadeiro autor. Contudo, a peça é um dos modelos populares e que, de tempos em tempos, encabeça listas de tendências. Por trás desta trajetória está a maior conquista de cada banhista: a liberdade de poder escolher o estilo que melhor lhe assenta no corpo, sem imposições sociais intransponíveis.

A Pajaris vai te contar como começou essa moda:

op tomara-que-caia sem bojo com costura embutida e barbatanas no centro do peito e nas laterais que mantém o top mais estrutrado, possui um laço "falso" central para dar mais charme e uma tirinha embaixo para dar mais estilo.

Para alguns, o nome tomara que caia só pode ter sido inventado por um homem. E, seja por influência inconsciente desse desejo travestido em palavra, seja por erro no design, o fato é que o efeito puxa-para-cima é um dos grandes inimigos de um dos decotes mais usados em todo o mundo.

Por isso, o que é fica claro é que a história do biquíni tomara que caia é também a história do corpo: uma história de carne, censura, provocação e, cada vez mais, algumas expectativas bastante frustrantes. Ainda hoje, muitas das figuras que popularizaram o biquíni aos olhos do público foram aquelas cujo físico era considerado em conformidade com um conjunto culturalmente limitado de padrões de beleza.

O início de um clássico 

Biquíni tomara que caia na cor vermelha modelo usado entre os anos de 1940 e 1950.

A versão mais comum é de que o tomara-que-caia nasceu como uma variação dos corseletes do século 15. O arrebatador modelo sem alças apareceu pela primeira vez, como roupa de banho que conhecemos hoje, no ano de 1938, nas areias de Miami Beach, em um modelo de maiô.

Em Portugal, o tomara que caia ficou conhecido como “caicai”, uma referência ao fato de sua estrutura poder derrapar no colo. Quando cruzou o Atlântico, porém, foi rebatizado como um pedido às mulheres, um sonoro tomara que caia. Já nos anos 1950, o estilista Balenciaga fez esse decote com corpo justo e saia rodada, que é copiado até hoje.

Design à parte, em termos semânticos, esse decote pesa mais sobre os colos das brasileiras. “Strapless” (sem alças) para as americanas e “robe bustier” (vestido de busto) para as francesas, a versão da língua portuguesa é a mais provocadora: traz embutidos o olhar alheio e a torcida para que o corpo feminino brote, enfim, acima dos tecidos.

Ao mesmo tempo veio a “bomba” que mudaria a moda. Indiscutivelmente, 1946 foi um grande ano. Surgiu a UNICEF. Aconteceu o primeiro Festival de Cannes. Cher nasceu —e o biquíni moderno chegou ao mundo. Surgiu o modelo “strapless”, ou sem alças, creditado ao espanhol Cristóbal Balenciaga, como opção de roupa de festa. Quem também leva o crédito é o figurinista Jean Louis, que criou um modelo de cetim para a atriz Rita Hayworth usar no filme Gilda.

A história do biquíni tomara que caia Brasil

O país sempre acompanhou a evolução dessa roupa, começando pelas vedetes, como Carmem Verônica e Norma Tamar, que juntavam multidões nas areias em frente ao Copacabana Palace na década de 50. Em seguida, um modelo muito usado nos anos 60 era o chamado engana- mamãe, que de frente parecia um maiô, com uma espécie de tira no meio ligando as duas partes, e, por trás, um perfeito biquíni.

Modelos de biquíni tomara que caia no Brasil dos anos 1980 e 1990.

No início dos 70, surgiu um novo modelo de biquíni brasileiro, ainda menor, que chegou para mudar o cenário e conquistar o mundo: a tanga. Nessa época, a então modelo Rose di Primo era a musa da tanga das praias cariocas. Durante os anos 80 surgiram outros formatos, como o provocante enroladinho, o asa-delta e o de lacinho nas laterais, além do sutiã cortininha.

Foi nos anos de 1990 que começaram a construir a moda praia mais democrática, como conhecemos hoje. Os biquínis e maiôs ganharam uma variedade enorme de modelos, que passaram a ser pensados para valorizar o corpo feminino e não para enconde-lo. Nesse cenário apareceu o tomara que caia, com modelos mais firmes com bojo e de costuras estratégicas que nunca mais saíram de cena.

O biquíni tomara que caia na antiguidade

mosaico do século IV d.C, encontrado na Sicília, as mulheres romanas usavam algo muito parecido com os biquínis de hoje em dia.

Estender a toalha e pegar um sol é um ritual que tinha apenas fins terapêuticos no fim dos anos 1880 – e, em público, o corpo tinha de estar completamente coberto. As roupas de banho eram como vestidos e quem ia ao mar tinha de o fazer em traje de passeio e sombrinha. Muda-se de século e até aos anos 1920 os banhos de sol eram uma espécie de fruto proibido.

Durante o século XIX, as mulheres cobriam todo o corpo com vestidos compridos e pesados de lã, algodão e flanela, que mesmo molhado não revelavam nada das formas do corpo. Em 1850, com a introdução dos banhos mistos, apertou o cerco em torno da modéstia. Homens vestiam uma peça pesada que lhes cobria braços, coxas e tronco. Elas o vestido da praxe, acrescido de casaco de sarja e bermudas até ao tornozelo.

Mas essa não foi a primeira peça de beachwear — nem mesmo a primeira roupa de banho de duas peças. Na Roma e Grécia Antiga, as mulheres usavam tops ‘tomara que caia’ e cuecas para participar em atividades desportivas, como, aliás, ilustram os mosaicos encontrados na Villa romana Del Casale. Avançando no tempo, os vitorianos, com seu interesse crescente em resorts à beira-mar, preferiram outras vestes: imagens dessa época mostram mulheres cobertas com longos vestidos e calções, prontas para desafiar as ondas.

Como é o tomara que caia hoje

Biquíni tomara que caia da marca Pajaris

A história do biquíni tomara que caia e o top sem alças não termina aqui. As peças fervem o beachwear da Pajaris, trazendo de volta o minimalismo dos anos 90 às areias. Com o modelo, os ombros têm se tornado protagonistas na moda. Outra aposta é o top-faixa, um biquíni queridinho no Reino Unido e dos EUA.

As opções variam, e há modelos com vazados, nós ou drapeados, que valorizam ainda mais o busto. Para quem não curte aquela marquinha de biquíni que vai até o pescoço, esta é mais uma vantagem do modelo. Vale lembrar que o tomara que caia não tem complicação, já que ele se encaixa em todos os corpos – um dos fatores para ser tão querido entre as mulheres.

Adriane Galisteu usa Pajaris

O legal deste formado é que ele também te deixa pronta para um evento pós-praia, pois combinam com peças urbanas. Experimente com uma camisa de alfaiataria usada aberta, por exemplo. Agora vem com a gente e encontre o biquíni perfeito para você.

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