O que é sororidade e como praticar?

Você já se pegou falando mal de outra mulher? Seja pelo que ela fez, falou ou estava vestindo, em algum momento todas nós já experimentamos a sensação de julgar a outra, mesmo que não tenhamos contado para ninguém. Mais do que isso, em alguns ambientes (no trabalho, por exemplo) o senso de disputa pode ser ainda maior e a competição se tornar tão acirrada a ponto de virar uma perseguição. Mas você já ouviu falar em sororidade? Apesar de ser um termo que anda em alta, ele ainda causa muitas dúvidas quanto à sua definição. Isso porque essa prática, tão abordada dentro do movimento feminista, não é totalmente aplicada ao cotidiano da nossa sociedade. Mas, basicamente, sororidade nada mais é que o apoio mútuo entre mulheres. Entenda e saiba como praticar no dia a dia.

O que é sororidade?

Foto: Pixabay

Em primeiro lugar, tenha em mente que a competitividade entre mulheres nos separa das mudanças sociais que tanto desejamos. Por definição, o termo sororidade vem do latim. Sóror significa irmã e, portanto, sororidade nada mais é que a irmandade entre mulheres.  “Dentro de nós, por ser algo cultural, ainda existe muita desconfiança. Fomos ensinadas que outras mulheres nos ameaçam e precisamos desconstruir essa ideia. Podemos ser casadas e ter amigas solteiras sem achar que elas estão ali porque querem nossos maridos, por exemplo”, avalia a produtora Sofia Miller, que estuda o movimento feminista há mais de dez anos.

Sendo assim, o termo sororidade fala sobre entendermos que outras mulheres não são, necessariamente, motivos de preocupação ou ameaça e que, para conquistarmos nosso lugar de igualdade, precisamos caminhar juntas. “Em uma sociedade que sempre colocou o homem como ponto central, muitas vezes, nós só somos ouvidas quando unimos nossas vozes. A sororidade serve para que cada uma de nós tenha seu espaço. Porque quando eu incentivo uma mulher, estou incentivando todas”, acrescenta a produtora.

Como praticar no dia a dia?

Agora que você já sabe o que significa sororidade, preparamos três dicas simples para você colocar em prática a irmandade e o apoio a outras mulheres. Confira:

Foto: Jason Sackey

Não julgue

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Antes de apontar o dedo para o que você considera um erro, pare e reflita. O que a outra faz, fala, como age e a forma que escolheu para viver pode ser diferente da forma como você leva a vida, mas isso não significa que ela seja pior. Nem todas as mulheres gostam das mesmas coisas que você, nem todas querem ter filhos ou se casar, nem todas querem empreender. E tudo bem. Não cabe a você julgar as escolhas alheias. Isso é sororidade.

Apoie o trabalho de outras mulheres

Tem uma amiga artesã, que está mudando de profissão ou divulgando uma causa? Apoie! Consuma os produtos dela, espalhe para o seu círculo social, incentive-a. Além de ajudar o negócio dela, você estará mostrando que acredita no potencial dela e isso é essencial, especialmente num mercado de trabalho que é tão desigual, para que ela tenha forças para continuar buscando conquistar seus objetivos.

Tenha empatia

Todas nós, em algum momento, passamos por dificuldades. E nem sempre fazemos as melhores escolhas. Ter sororidade é ter empatia, se colocar no lugar da outra e, se possível, oferecer ajuda. Algumas mulheres vivem relacionamentos abusivos, outras têm três filhos e não se casaram, tem até quem esteja passando por dificuldades financeiras. Seja parte da rede de apoio de outras mulheres porque essa conexão fortalece cada uma de nós.

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